A espondilolistese é o deslizamento de uma vértebra sobre a outra, e a maioria dos casos pode ser controlada sem cirurgia. No Centro de Tratamento da Coluna, avaliamos o grau do deslizamento e montamos um plano individualizado para estabilizar a sua coluna e reduzir a dor.
A espondilolistese acontece quando uma vértebra desliza para frente em relação à vértebra abaixo dela, mais comumente na região lombar. Pode ter origem em uma fratura de estresse em uma parte específica da vértebra, presente desde a adolescência, ou surgir de forma degenerativa, ligada ao desgaste das articulações ao longo dos anos.
O deslizamento é classificado em graus, do I ao IV, conforme a intensidade. Na maioria das vezes, ele é discreto e estável. Por isso, o grau visto no exame de imagem não determina sozinho o tratamento: o que importa é entender como ele afeta a estabilidade da sua coluna no dia a dia.
Muitos casos são assintomáticos e descobertos por acaso em exames de imagem. Quando há sintomas, os mais comuns são:
Desconforto que aumenta ao permanecer muito tempo em pé ou ao estender a coluna para trás.
Impressão de que a coluna "falha" ou "trava" em certos movimentos, especialmente ao mudar de posição.
Tensão e encurtamento nos músculos posteriores da coxa, limitando a flexibilidade ao se abaixar.
Em casos com compressão do nervo, a dor pode se espalhar para o glúteo ou a perna, semelhante à dor ciática.
Atenção: perda súbita de força na perna, dificuldade para controlar a urina ou o intestino, ou dormência na região genital são sinais de alerta. Nesses casos, procure atendimento médico o quanto antes.
Sim. A maioria dos casos, principalmente os de grau leve, responde bem ao tratamento conservador, ou seja, sem cirurgia. O fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna, associado a orientações de movimento e, quando necessário, tecnologias específicas, ajuda a reduzir a dor e aumentar a estabilidade da região.
A cirurgia costuma ser considerada em graus mais avançados de deslizamento, com sinais neurológicos importantes ou instabilidade progressiva que não responde ao tratamento conservador bem conduzido. Por isso, o primeiro passo é sempre uma avaliação criteriosa do seu caso.
O nosso objetivo não é apenas aliviar a dor por um tempo, mas devolver função, autonomia e qualidade de vida, com resultados que se sustentem ao longo do tempo.
Nada de protocolos prontos. O tratamento da sua espondilolistese segue etapas claras, com reavaliações ao longo do caminho.
Análise do histórico, exame físico detalhado, testes de estabilidade e leitura dos seus exames de imagem para entender o grau do deslizamento.
Fortalecimento da musculatura estabilizadora, técnicas manuais e orientação de movimentos seguros, na medida certa para o seu grau e a sua rotina.
Reavaliações frequentes, ajuste do plano conforme a resposta e orientações para manter a estabilidade da coluna a longo prazo.
Os recursos são escolhidos conforme a avaliação. Nem todo paciente usa todos, e é justamente aí que está o cuidado individualizado.
Exercícios direcionados para fortalecer a musculatura profunda que sustenta a vértebra deslizada.
Descompressão precisa e controlada, indicada quando há sinais de compressão nervosa associada.
Alívio da tensão muscular posterior e melhora da flexibilidade sem comprometer a estabilidade da coluna.
Ajustes na forma de se movimentar no dia a dia, evitando posições que sobrecarregam a vértebra afetada.
A Dra. Silvia Canevari é fisioterapeuta especialista em coluna vertebral, com mais de 25 anos de experiência e mais de 8 mil pacientes atendidos ao longo da carreira.
Aqui, cada plano de tratamento nasce do raciocínio clínico sobre o seu caso, unindo avaliação criteriosa, evidências científicas e acompanhamento próximo.
Não. A maioria dos casos, principalmente os de grau leve, é tratada de forma conservadora, com fortalecimento e orientação de movimento. A cirurgia é reservada para graus mais avançados ou instabilidade progressiva, sempre a partir de uma avaliação criteriosa.
É possível, principalmente sem os cuidados adequados. Por isso o acompanhamento com reavaliações periódicas e o fortalecimento da musculatura estabilizadora são importantes para manter o quadro controlado.
Na maioria dos casos, sim, com as adaptações certas. A escolha da modalidade, a intensidade e a técnica de movimento são orientadas conforme o seu grau de deslizamento e a sua avaliação individual.
Depende do grau do deslizamento, dos sintomas e da resposta de cada organismo. Após a avaliação inicial, você recebe uma estimativa realista do plano de tratamento, com reavaliações frequentes para acompanhar a evolução.
Se você já tiver ressonância, tomografia ou raio-X, leve. Eles ajudam a confirmar o grau do deslizamento. Se não tiver, a consulta clínica é realizada normalmente, porque o diagnóstico funcional vai além da imagem.
Agende sua consulta de avaliação e descubra o melhor caminho para estabilizar a sua coluna e reduzir a dor.
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